sábado, 20 de junho de 2009

DOIS MIL E OITO ,tudo mude (remember

e muito menus famílias sejam mutiladas num feriado sem sentido
q muito menus pessoas dirijam bêbadas
[por favor se beberem não dirijam(respeite quem não quer morrer,morra sozinho]

e q muito menus torcedores do internacional ou do grêmio espanquem sem motivo
um torcedor rival
q muito menus pessoas matem por coisas menores
[a vida e seu valor perderam seu preço(um a zero pra eles]

e q muito menus policiais se corrompam e deixem de fazer o trabalho q sempre sonharam
q muito menus pessoas tenham seu direito de ir e vir violentados pelo crime
[alguém ainda confia na policia(eu não sou louco]

e q muito menus líderes religiosos sejam radicais
q muito menus pessoas prostituam a fé dos outros
[a fé prostituída dos cristãos(alguém pagará caro...]

e q muito menus jovens adoeçam com uma doença sexualmente transmissível fácil de se precaver
q muito menus pessoas morram de uma doença curável
[enquanto houver "sexo" ao invés de amor...(CAMISINHA sempre]

e q muito menus nazistas,punks,roqueiro,pagodeiro,PTista
,sem-terra ou playboy deixem de se rotularem de acordo com suas burrices
q muito menus pessoas julguem umas as outras
[me chame pelo meu nome e não pela minha cor(humanos têm raças?]

e q muito menus jovens sem nada pra fazer pensem em tirar as suas vidas
q muito menus pessoas deixem de viver
[pense em algo maior(até mesmo maior que você]


em dois mil e oito
q muito menus pessoas deixem de ser capitalistas e cuidar de suas vidas
e q muito mais seres humanos lembrar de um DEUS q se fez menino
e façam de suas vidas um milagre abençoado de DEUS

quero um DOIS MIL E OITO
mais humano,,com todas as raças se abraçando como se fossemos todos irmãos
mesmo q cinicamente
e cinicamente teremos paz....


feliz ano q vem a todos

relembrando 2007(e voce??)

domingo, 31 de maio de 2009

Minha Subpoesia

É frio,bem que se vê
ninguém na rua,chuva
o minuano sopra agourento
é sábado e domingo, e eu não te vi

mesmo na chuva,pede-se esmola
compra-se e troca-se
fuma-se pedra,rouba-se pobres
faz-se dinheiro
a rua fria fica sem graça
volto pra casa desacostumado a sair sozinho

penso no meu quarto,penso em você
todo ciumes,vindo de ti
todo racismo ,vindo dos outros
nada fez acabar o sentimento

nem a chuva que bate
fria e soberana
alagando a Sertório
engarrafando a Assis Brasil
no horário de te ver na terça

chego atrasado e com frio
você me espera mordiscando o canudinho do suco de laranja
no McDonalds
te encho os olhos de lágrimas
te magoo
te faço chorar

seus olhos húmidos secam-se numa aliança
e com um beijo selamos 
a noite fria ,alianças
se acaba o sábado e se vai o domingo
estou só
eu e minha subpoesia
subescrita
sem você

te guardo no peito
termino frases forçadas
decreto um fim ilógico
no fim das minhas frases
da minha subpoesia

e me vou dormir
pensando em pensar em você
durmo
e minha poesia adoece
no frio,no vento e na chuva

quarta-feira, 15 de abril de 2009

O homem de terno e o infeliz(parte Um

No dia em que se viram
o Homem de Terno e o Infeliz se odiaram

O Homem de Terno trazia uma pasta marrom de couro
noteboock, celular ,palm top, dollar , cafezinho, cigarro
o Infeliz sorria meio sem dentes,caixote e mãos escuras esfumaçadas
chinelo de dedos arrastados de fome

O Infeliz pensa na vida que tem
lustrando o sapato italiano do Homem de Terno
que sentado lê o Correio
O rua da praia humedecido pelo meio de ano chuvoso e frio
abrigava colegas de trabalho
fumando pós almoço,
meninos gordos do McLanche
indo para o colégio,
índios mendigando sorrateiramente
pelos cantos mijados por cães e pretos,
homens armando seu palco 1 por 1
tocando um rock por esmolas,
hippies modernos emaconhados coloridos,
gente esporte atleticamente indo pro gazometro meio dia,
a galera da gelre preencheu sua ficha pra um temporário
se reúne pra beber e trocar uma ideia

A rua da praia ferve.
o Homem Infeliz sorri
o rádio chia a voz do Zambiase
o De Terno cospe politicagem
e o Infeliz mancha sem querer
a barra das calças do Homem d terno
que o chuta no ombro
fala-lhe palavrões sujos
e vai embora sem pagar

Lá se vai a grana do cachorro-quente

O pensamento do Infeliz
se encerra num cachimbo empedrado







domingo, 5 de abril de 2009

JoHnny e a morte(e a sua irmã)e a noite e o sono

A noite chega...
o frio , a humidade e o medo.
a fome se faz presente
e as feridas doem

Johnny Smith jr. amontoa seus velhos trapos sujos
numa caverna quente
é a primeira noite de sono em três dias
refaz mapas e metas
sua cabeça doe
revê e revive as batalhas do dia
lava com agua o corte em sua orelha,
esquecendo-se de que em breve terá sede
usa em abundância o pouco que tem 
afia sua pequena espada
guarda suas facas ,em lugares estratégicos

enrola-se em sua negra capa.
fecha os olhos
ora
pensa em sua irmã,que talvez tenha sobrevivido a uma chacina
lembra-se:já fazem quatorze meses
que saiu em sua procura sem nenhuma pista.


relembra do que viu...
sua vila consumida por fogo,corpos amontoados
sua família ,amigos e vizinhos mortos
uma só sobrevivente
(sim!talvez sua irmã tenha sobrevivido,mas não sabe,
não tem certeza)
só uma
sobreviveu...

lembra do gosto gélido e amargo da ponta da espada
invadindo suas costelas,quebrando-a rapidamente
invadindo pulmões,rasgando carnes...

lembra que caiu desacordado
lembra qando a dor,imensa dor,acabou
e seus músculos endureceram,esfriaram
endurecendo como rochas
seus olhos escurecendo
e sua mente apagando

mas como explicar que agora vive
respira e anda como antes



sua irmã talvez esteja viva
mas onde?

onde estaria se estivesse?
esta pergunta lhe faz ter pesadelos
mas não o faz acordar no meio  da noite
como antes

mas o que mais o intriga é
como pode ele estar vivo também
mesmo após a morte

Johnny adormece
é noite
mal sabe Johnny
mas amanha ele enfrentará a morte [
mais uma vez

e isso fará sentido

Rock(fast food) e arroz com feijão


a gente curte um rock meio arroz com feijao
a gente nao é chique,só compra em bandejao
a gente come cheesse vega sem refri ,gelo e limao

pra curtir o gasometro a tarde toda torrando no solão
depois pegar a chuva de porto ou passear na redençao
voltar de onibus lotado.salomé ou umbuzao
amanha trabalhar no WalMart ,batalhar o nosso pao
levantar cedo na madruga mofar no domingao
perder mais um grenal ,só por zoaçao

chegar em casa tarde,levar mais um sermao
segunda tudo denovo,mas sem repetiçao
dar uma volta no meio de semana,fast food ,curtiçao
quarta ja toh sem grana,emprestimo com os irmao
pra no meio do mes eu nao ficar na mao

a gente curto rock e arroz com feijao
a nossa moda é nossa ,ninguem se mete nao
comida fast food,sorvete pastelao
curtir a semana inteira na companhia dos irmao
levar a minha princesa ,namorar na redençao
semana mais perfeita...e tem continuaçao

domingo, 15 de março de 2009

Fabulas Alvoradenses(Quarta parte

I
Nas historias de príncipe sempre haverão sapos
e nas historias de sapo beijo
nas historias de beijo,princesa
e nas historias de princesa :amor!!

começa num rio grande
onde os olhos negros vivos brilhantes enormes
de um batráquio bufão anuro
encontram-se com o de uma zurafa real fugida de um
zoológico urbano portoalegrense

o bufão malandrosamente rouba um beijo da zurafa
que treme seus metros de pernas e isso encanta o batráquio
que tenta conquistar o coração daquela fêmea

mal sabendo q sua raça impede de amar a da outra
e suas espécies jamais poderão ser aceitas de se juntarem

zurafa é capturada e presa
e não poderá mais ver os olhos batráquios de seu amado bufão
ele parte então para a luta contra a sua espécie
contra a espécie de sua amada zurafa
e contra os donos que prenderam sua amada
II
Amanhecia e era hora de acordar
o sol escondido não iluminava a babilônia capitalista medieval
devoradora de sonhos
uma multidão de pebleus camponeses industriais
saiam de suas casas para o monstro suburbano de aço
que os levaria ate as posses de seu senhor feudal
todos sub-empregados em seus sub-empregos mal alimentados
a maioria negro,mulato ou escuro do sol
entre eles esta o nosso príncipe real esquerdista.
que reclama do pouco espaço da condução.
bem humorados ,falam os homens em pé
(futebol,tiro ,mulher,sonhos)
do outro lado do triângulo babilónico acorda a princesa
arruma-se,olha no espelho,
sente saudade,e sabe o que terá de falar ao seu amado
(suas raças,seus reinos,suas famílias)
jamais aceitariam um príncipe plebeu esquerdista negro bastardo
as palavras na memoria agitam seu coração
(um romance proibido)
o príncipe sente que algo esta errado e chora
lava o rosto e volta a trabalhar
o escritório da princesa húmido de lágrimas caídas
ecoa um xorinho impercepitivel
eles terão de romper seu proibido romance
III
A prenda que perdi
a prenda que me ousaram roubar
é a mesma que me ama
e pra sempre vou amar
IV
Carruagens ,espadas, reis e dragões
um sapo apaixona-se por uma bela princesa e outra raça
a abafada Porto Alegre espera a chuva
Março fecha o verão
mais um verão sem você...
um autor que não sabe como terminar
o seu conto
lembra de homens devoradores de sonhos
aqueles homens frios que destruirão a magia dos belos romances
e banalizaram o resto que mais importa
aqueles que julgam um ao outro
não merecem sonhar
na babilônia real capitalista portoalegrense
eu prefiro viver o meu próprio conto alvoradense

terça-feira, 10 de março de 2009

Fabulas Alvoradenses(sobre a Quarta parte

havia uma linda história infantil
contada para os filhos que tem pais
mas que passam a maior parte de sua infância
 com estranhos educadores

a fábula a seguir fala de um batráquio bufão anuro
que morava num rio grande
de uma linda alvorada

batráquio simplório ,
de classe inferior ,mas de um coração audaz
não nasceu pra engolir  sapo
mas levava uma vida com alma de bufão

um dia uma linda zurafa 
fugiu das celas brancas e tristes de um Zoo 

zurafa acostumada 
com o tratamento nobre 
e cuidados reais do Zoo urbano portoalegrense

numa destas fugidas ela passa pelo rio
e seu olhar  de  zurafa castanhos ,lindos ,urbano e burguês
encontra os olhos arregalados negros 
de um batráquio anuro de pele verde escura

quem conta a historia sabe que fábulas não existem
e o que existe não se encontra em fábulas
assim conta ,quem conta a historia
para os filhos antes de dormir
depois da reza nocturna

como a bela moça parda
gravida de um preto
que só pensa em desistir
olhando nos olhos adormecidos
de seus três filhos de pai negro

ou o empresário que arrumou tempo pra narrar
 uma bela historia esquecida,
desliga o note,carrega o pen drive
tira o fone do Ipod(80 gigas)dos ouvidos rosados 
de seu precioso filho único
olha no rosto do menino e não reconhecendo mais 
aquele que tantas vezes pegou no colo
certo é que não vive mais no mundo de seu próprio filho de dez anos

historias são contadas
e ouvidas

guardadas no peito e esquecidas
o que ficam são sonhos
reais ou suburbanos
na babilônia medieval capitalista urbana
prefiro viver a minha própria fábula