quarta-feira, 15 de abril de 2009

O homem de terno e o infeliz(parte Um

No dia em que se viram
o Homem de Terno e o Infeliz se odiaram

O Homem de Terno trazia uma pasta marrom de couro
noteboock, celular ,palm top, dollar , cafezinho, cigarro
o Infeliz sorria meio sem dentes,caixote e mãos escuras esfumaçadas
chinelo de dedos arrastados de fome

O Infeliz pensa na vida que tem
lustrando o sapato italiano do Homem de Terno
que sentado lê o Correio
O rua da praia humedecido pelo meio de ano chuvoso e frio
abrigava colegas de trabalho
fumando pós almoço,
meninos gordos do McLanche
indo para o colégio,
índios mendigando sorrateiramente
pelos cantos mijados por cães e pretos,
homens armando seu palco 1 por 1
tocando um rock por esmolas,
hippies modernos emaconhados coloridos,
gente esporte atleticamente indo pro gazometro meio dia,
a galera da gelre preencheu sua ficha pra um temporário
se reúne pra beber e trocar uma ideia

A rua da praia ferve.
o Homem Infeliz sorri
o rádio chia a voz do Zambiase
o De Terno cospe politicagem
e o Infeliz mancha sem querer
a barra das calças do Homem d terno
que o chuta no ombro
fala-lhe palavrões sujos
e vai embora sem pagar

Lá se vai a grana do cachorro-quente

O pensamento do Infeliz
se encerra num cachimbo empedrado







4 comentários:

José Américo disse...

estranho mundo que sempre esta ai

BruxoMaciel disse...

tao emocionante quanto uma virgem de 40 anos sentada na varando cantando "eu amo cachorro quente"

danielle disse...

Fiquei tocada com a historia, parabéns vc tem uma mente abençoa por Deus bjs.

Bruna disse...

Bacana, mas prefiro os contos românticos...
bjo