I
Nas historias de príncipe sempre haverão sapos e nas historias de sapo beijo
nas historias de beijo,princesa
e nas historias de princesa :amor!!
começa num rio grande
onde os olhos negros vivos brilhantes enormes
de um batráquio bufão anuro
encontram-se com o de uma zurafa real fugida de um
zoológico urbano portoalegrense
o bufão malandrosamente rouba um beijo da zurafa
que treme seus metros de pernas e isso encanta o batráquio
que tenta conquistar o coração daquela fêmea
mal sabendo q sua raça impede de amar a da outra
e suas espécies jamais poderão ser aceitas de se juntarem
zurafa é capturada e presa
e não poderá mais ver os olhos batráquios de seu amado bufão
ele parte então para a luta contra a sua espécie
contra a espécie de sua amada zurafa
e contra os donos que prenderam sua amada
II
Amanhecia e era hora de acordar
o sol escondido não iluminava a babilônia capitalista medieval
devoradora de sonhos
uma multidão de pebleus camponeses industriais
saiam de suas casas para o monstro suburbano de aço
que os levaria ate as posses de seu senhor feudal
todos sub-empregados em seus sub-empregos mal alimentados
a maioria negro,mulato ou escuro do sol
entre eles esta o nosso príncipe real esquerdista.
que reclama do pouco espaço da condução.
bem humorados ,falam os homens em pé
(futebol,tiro ,mulher,sonhos)
do outro lado do triângulo babilónico acorda a princesa
arruma-se,olha no espelho,
sente saudade,e sabe o que terá de falar ao seu amado
(suas raças,seus reinos,suas famílias)
jamais aceitariam um príncipe plebeu esquerdista negro bastardo
as palavras na memoria agitam seu coração
(um romance proibido)
o príncipe sente que algo esta errado e chora
lava o rosto e volta a trabalhar
o escritório da princesa húmido de lágrimas caídas
ecoa um xorinho impercepitivel
eles terão de romper seu proibido romance
III
A prenda que perdi
a prenda que me ousaram roubar
é a mesma que me ama
e pra sempre vou amar
IV
Carruagens ,espadas, reis e dragões
um sapo apaixona-se por uma bela princesa e outra raça
a abafada Porto Alegre espera a chuva
Março fecha o verão
mais um verão sem você...
um autor que não sabe como terminar
o seu conto
lembra de homens devoradores de sonhos
aqueles homens frios que destruirão a magia dos belos romances
e banalizaram o resto que mais importa
aqueles que julgam um ao outro
não merecem sonhar
na babilônia real capitalista portoalegrense
eu prefiro viver o meu próprio conto alvoradense